Convite de Carlos Nougué ao Sr. Sottomaior, presidente da ATEA (Associação de Ateus e Agnósticos)


Convite de Carlos Nougué ao Sr. Sottomaior, presidente da
ATEA (Associação de Ateus e Agnósticos)
Carlos Nougué
Sr. Sottomaior, o senhor e sua associação são useiros e vezeiros em ultrajes à Religião e suas crenças mais venerandas, a ponto de forjarem imagens falsas para denegrir o Padre Paulo Ricardo. Indignado, fiquei eu cá a meditar que resposta lhe poderia dar, eu, que, professor católico, tenho responsabilidade moral diante de verdadeira multidão de alunos que professam minha mesma fé ou ao menos a respeitam.
Antes porém de referir-lhe o convite que decidi fazer-lhe, digo-lhe que de certo modo o entendo perfeitamente: é que só me converti à Religião há cerca de 20 anos. Até então estivera entre o ateísmo e o agnosticismo. É verdade que nunca fui capaz das ignomínias que o senhor empreende contra a fé. Mas isso são acidentes: essencialmente, eu fui igual ao senhor até aos 48 anos. Mais ainda, Sr. Sottomaior, como todo cristão, não me glorio de mim mesmo. Todo cristão é como São Francisco de Assis, que, ao ver passar dois condenados numa carroça em direção ao cadafalso, chorou e chorou, para ao fim dizer: “Se não fossem as graças que recebi de Deus, eu seria pior que aqueles”. E isto, na boca de um cristão, não é recurso retórico, Sr. Sottomaior, mas a mais inabalável certeza. Em suma, se me converti, não o devo a mim mesmo.
Mas, se o senhor pode cometer as ignomínias que comete contra a religião e suas crenças mais venerandas, é porque, em última instância, não considera que Deus exista. Pois bem, convido-o a um debate público cujo tema seja, justamente, “Se Deus existe”. Naturalmente, eu não seria tonto – sou um aristotélico-tomista, ou seja, um realista estrito – para convidá-lo a debater a Religião: como aprendi de Tomás de Aquino, ninguém deve discutir com ninguém sem um ponto que seja comum a ambos. Mas é de supor que ambos, o senhor e eu, sejamos dotados de razão (bem ou mal usada, o que é outro assunto). Daí meu convite: proponho-me no debate a demonstrar que Deus existe, e convido-o a tentar fazer o contrário, demonstrar que Deus não existe. Se o senhor o fizer, se demonstrar que Deus não existe, ficará mostrado que os cristãos somos os mais miseráveis dos homens. Mas, se se der o contrário, ou seja, se eu demonstrar que Deus existe, ficará mostrado que os ateus – ou seja, ao menos os que não se dão sequer o direito da dúvida quanto à existência de Deus – são os mais miseráveis dos homens. Mas repita-se: demonstrar, não proferir slogans nem nada parecido. E tenha certeza, Sr. Sottomaior, que, conseguindo-o eu, rezarei ainda mais pelo senhor, para que receba de Deus a graça imensa que este pecador que lhe escreve recebeu um dia.
Quanto à modalidade do debate, fique por combinar entre nós. Fornecerei toda a infraestrutura, viajarei aonde for preciso, e só não se permitirão claques nem baderna.
Fico pois à espera de sua resposta, que retransmitirei publicamente tal qual seja.                          

Informações completas sobre a ESCOLA TOMISTA, a universidade online de Carlos Nougué

Carlos Nougué,

com especial agradecimento 

a Lucas Henrique, 
do Centro Dom Bosco.
Como se lê aqui, não é senão formando pessoas em todas as principais disciplinas filosóficas ou científicas e segundo a devida ordem que se poderá ter no Brasil uma elite intelectual em toda a extensão do termo, porque, com efeito, só será tal se for aristotélico-tomista. Para isso, pois, fundo a Escola Tomista, cuja fundamentação e cujo programa se podem ver, repita-se, por este link, e a respeito da qual dou aqui todas as informações práticas, que peço se leiam com atenção.
1) Data de início, com a primeira aula ou aula magna: 17 de agosto de 2017. Neste mesmo dia começam as inscrições.
2) Haverá quatro aulas mensais (de duas horas em média cada uma) sempre às quintas-feiras, durante os cinco anos da Escola Tomista; e os alunos poderão assistir a elas quando quiserem ou puderem.
Observação: como dizia Aristóteles, o próprio do sábio é ordenar. Mas o mesmo Aristóteles e Tomás de Aquino ordenaram as disciplinas científicas e artísticas de modo definitivo, e os seguirei estritamente. Isso é o mesmo que dizer que a Escola Tomista terá começo, meio e fim, com previsão de término para dentro de cinco anos.
3) As inscrições poderão ser feitas a qualquer tempo a partir do primeiro dia de aula.

4) O valor da mensalidade será de R$ 47, 00. Mas oferecer-se-á que o pagamento seja mensal, semestral ou anual, com descontos progressivos:
a) Semestral: R$ 267,90;
b) Anual: R$ 507,60.
    Os que optarem pelo pagamento mensal, que poderá fazer-se por cartão ou por boleto bancário, deverão inscrever-se a partir do dia 17 em endereço que darei na próxima semana. Os que optarem pelo pagamento semestral ou pelo anual deverão escrever, a partir do mesmo dia 17, para Marcel Barboza ([email protected]), que lhes enviará a devida cobrança. Feita a inscrição, todos receberão os dados de acesso. Tudo isto se explicará mais detidamente também na semana que vem. 

  Observação 1: o valor é tão acessível, que corresponde, na modalidade pagamento mensal, a R$ 1, 56… por dia do mês, e será ainda menor se se optar por alguma das outras modalidades. Faço-o assim porque quero que possam frequentar a Escola Tomista todos os interessados, mesmo nesta época de crise. Com efeito, a formação de uma elite aristotélico-tomista, relembre-se, é meu fim primeiro
Observação 2: Em razão do mesmo preço acessível, dos gastos não pequenos que teremos com a Escola Tomista e da dedicação quase exclusiva que terei de ter com ela, é que nos será impossível fornecer bolsas.
5) Veja-se aqui e aqui tudo sobre a bibliografia da Escola Tomista, e aqui e aqui vídeos sobre os fundamentos da Escola e sobre sua pedagogia. 
6) Responderei a todas as perguntas dos alunos, quer por vídeos quer por escrito, e que as respostas ficarão acessíveis a todos, incorporando-se assim à mesma Escola Tomista. As perguntas deverão ser-me encaminhadas a e-mail que será fornecido aos alunos junto com os dados de acesso.      
7) Para cursar a Escola Tomista, não é necessário nenhum prerrequisito: ela será autoexplicativa, e o professor julga-se capaz de boa didática (forjada até em aulas de Filosofia para crianças, mas também em muitos anos de pós-graduação para mais de 10 mil alunos  [presenciais e EAD] e em muitos cursos online).  
8) Fornecer-se-á aos alunos a transcrição de todas as aulas, a qual ficará disponível na Área do Aluno de nosso site junto com as respostas do professor, o programa da Escola, a bibliografia, o material próprio, os livros em PDF, os links.
9) A Escola Tomista enquadra-se na categoria de Curso Livre (cf. aqui), e como tal fornecerá certificados.
10) Todos os meus livros atinentes ao programa da Escola Tomista, bem como muitos outros, serão oferecidos aos alunos com descontos muito especiais.
11) Será possível assistir às aulas através de qualquer dispositivo: computador, celular, tablet É a tecnologia mobile.
12) Pouco após o início das aulas, abriremos no Facebook um Grupo para que os alunos possam manter contato entre si e com o responsável administrativo e técnico da Escola Tomista e de todos os meus cursos, Marcel Barboza.
13) Toda e qualquer dúvida operacional ou administrativa quanto à Escola Tomista pode desde já ser encaminhada a Marcel Barboza ([email protected]). 
14) Todo aquele que queira matricular-se deve ler antes, no site da Escola Tomista, nosso Termo de Uso, que regula os Direitos e os Deveres dos alunos. A matrícula na Escola Tomista implica automaticamente a aceitação deste Termo de Uso. 

Muito obrigado a todos, e que Deus me ajude e ilumine nesta empreitada, porque, afinal, ela não é senão ad maiorem Dei gloriam.


A ESCOLA TOMISTA, de Carlos Nougué, uma universidade online


Carlos Nougué
I
Como digo em vários lugares, meus esforços filosóficos e docentes voltam-se 1) para o estabelecimento do devido ordo sustentationis e pois da devida ordem pedagógica das disciplinas (refiro-me às ciências alcançáveis pela razão e às artes liberais) e 2) para o aprofundamento destas sempre que necessário. Sem dúvida, também me volto para a Teologia Sagrada (que ocupa mais da metade das 400 páginas de meu livro Do Papa Herético e outros opúsculos), a ciência cujas conclusões não podem ser contraditas por nenhuma outra ciência nem por nenhuma arte, justo porque 1) a Teologia Sagrada é não só especulativa mas prática (conquanto seja antes especulativa que prática), 2) tem por sujeito a Deus enquanto Deus ou sob a razão de Deus e 3) parte de princípios revelados por Deus mesmo – tudo o que lhe dá segurança e certeza máximas. Mas o fato é que Santo Tomás de Aquino, se nos legou uma doutrina teológica sagrada perfeitamente sistematizada, não nos legou, todavia, uma doutrina filosófica sistematizada, ainda que nos tenha deixado todas as premissas para que a empreendêssemos nós.
O sacerdote argentino Álvaro Calderón – o contemporâneo nosso que, contra a incompreensível incredulidade de alguns, é um dos maiores mestres auxiliares de Santo Tomás – foi o grande iniciador de tal sistematização filosófica, e dá-lhe magnífico prosseguimento com os oito tomos físicos de La naturaleza y sus causas (dois dos quais já publicados). Busco participar eu também desta sistematização, o que se pode ver pelos frutos de minha atividade:
a) Seis livros já escritos:
• Suma Gramatical da Língua Portuguesa (São Paulo, É Realizações, 3.ª ed., 2017, 608 pp.);
• Estudos Tomistas (Formosa, Edições Santo Tomás, 2016, 192 pp.);
• Do Papa Herético e outros opúsculos (Formosa, Edições Santo Tomás, 2017, 406 pp.);
• Da Necessidade da Física Geral Aristotélico-tomista, estudo introdutório de cerca de 120 pp. à minha tradução do Comentário de S. Tomás à Física de Aristóteles (São Paulo, É Realizações, cerca de 700 pp., por publicar ainda em 2017);
• Do Verbo Cordial ao Verbo Vocal (São Paulo, É Realizações, cerca de 700 pp., por publicar ainda em 2017);
• Das Artes do Belo (Formosa/São Luís, Edições Santo Tomás/Resistência Cultural, cerca de 700 pp., por publicar em meados de 2018);
b) Cinco cursos online pagos e um gratuito:
• Para Bem Escrever na Língua Portuguesa (64 horas, 32 aulas, com apostilas, exercícios e respostas a perguntas);
• Por uma Filosofia Tomista (60 horas, 30 aulas, com respostas a perguntas);
• A Existência de Deus e a Criação do Mundo segundo S. Tomás de Aquino (24 horas, 12 aulas, com respostas a perguntas);
• O Melhor Regime Político segundo S. Tomás de Aquino (24 horas, 12 aulas, com respostas a perguntas);
• História da Música Erudita Ocidental (24 horas, 12 aulas, com respostas a perguntas, ainda em gravação das últimas aulas);
• A Ordem das Disciplinas segundo S. Tomás de Aquino (12 aulas, gratuito).
c) Tradução de várias obras de Cícero, de Santo Agostinho, de São Bernardo de Claraval, de Santo Tomás de Aquino.
Pois bem, é para dar continuidade, em patamar superior, a tal sistematização, e para contribuir para a formação de uma sólida corrente tomista, que empreenderei uma Escola Tomista online, composta de duas partes. Na primeira, ministrar-se-á a maior parte das ciências alcançáveis pela razão e as artes liberais, ou melhor, sua parte principal. Na segunda, a Teologia Sagrada segundo a Suma Teológica e outras obras de Santo Tomás de Aquino. Naturalmente, não pode deixar de ser algo de longa duração: cinco anos. Mas não é senão formando pessoas nestas disciplinas de modo profundo e exaustivo e segundo a devida ordem que se poderá ter no Brasil uma elite intelectual em toda a extensão do termo, porque, com efeito, só será tal se for aristotélico-tomista. E só depois de formada tal elite é que será possível formar adequadamente adolescentes e jovens em escolas e em universidades efetivamente católicas ou numa educação doméstica de fato profícua.                
II
Eis o programa dos dois cursos da Escola Tomista.
Parte 1
1. Introdução filosófica às diversas ciências e às diversas artes: as primeiras noções.
Observação. Mostrar-se-á, antes de tudo, o que são as ciências e as artes, e de que modo as artes podem dizer-se ciências, e as ciências artes (especialmente liberais). Mostrar-se-á, ainda, a distinção entre arte e experiência.
2. A Lógica ou ciência-arte propedêutica a todas as demais ciências e a todas as demais artes.
a) Introdução e a Lógica em si mesma.  
Apêndice: A Gramática.
Observação 1. Não se estudará a Gramática (nem a portuguesa nem a latina) em sua parte normativa propriamente dita, mas apenas em seus fundamentos lógicos.
Observação 2. Aqui também se tratará a arte da Tradução não literária.
b) O tratado dos predicáveis.
c) A querela dos universais.
d) As categorias ou predicamentos.
e) Os análogos e os análogos supremos (os transcendentais).
f) O tratado da proposição.
g) O tratado da figura do silogismo.
h) O tratado da demonstração.
Observação. Em todo o estudo da Lógica mais propriamente dita ou stricto sensu, ter-se-á de tratar criticamente a doutrina de muitos tomistas.
i) As partes potenciais da Lógica.
 A Dialética, ou tratado da investigação do provável.
 A Retórica, ou a arte de fazer tender ao verossímil mediante o bem e o justo.
 A Poética, ou a arte de fazer tender ao bom e ao verdadeiro mediante o belo.
Observação 1. Aqui se mostrará que o conjunto das artes do belo, desde a Poética propriamente dita até às demais (Música, Escultura, etc.), tem o mesmo fim. Mas, se a razão de parte potencial da Lógica que deve dar-se à Poética (assim como à Retórica) é mais frágil que a que deve dar-se à Dialética, mas ainda é própria, haverá portanto que mostrar se se pode dar a mesma razão às demais artes do belo.
Observação 2. Também se tratará a arte da Tradução literária.
• Os elencos sofísticos, ou o tratado das falácias ou sofismas.
3. As ciências práticas do agere.
a) A Ética, ou ciência do autogoverno.
b) A Econômica, ou ciência do governo doméstico e de seu desdobramento na pólis.
c) A Política, ou ciência do governo da pólis.
Observação 1. A Prudência docens ou Ética é verdadeira ciência (prática), mas não é arte de modo algum, enquanto a Prudência utens ou Prudência propriamente dita não é ciência de modo algum, mas se diz arte em sentido amplo.
Observação 2. Aqui também se tratará, ainda que algo sumariamente, o Direito.
Observação 3. Diga-se o mesmo da História.
4. A Física Geral, ou ciência genérica do ente móvel.
Observação 1. Lançar-se-á um olhar às partes subjetivas da Física Geral:
a) a Cosmologia ou ciência física do ente segundo o lugar;
b) a Química ou ciência física do ente segundo a geração e a corrupção;
c) a Biologia ou ciência física do ente segundo o aumento e a diminuição;
d) a Psicologia ou ciência física do ente segundo alteração.
Observação 2. A alteração é a espécie de movimento relativa às qualidades, e as qualidades por antonomásia são as virtudes intelectuais e morais do homem. Mas a Psicologia ou Antropologia, enquanto trata precisamente a parte intelectivo-volitiva da alma humana, obviamente não é ciência física. Logo, a Psicologia é uma como ciência média entre a Física e a Metafísica, o que decorre da mesma natureza humana. Estudar-se-á detidamente.
Observação 3. Tratar-se-ão, criticamente, as chamadas “ciências modernas”, e muito especialmente o darwinismo e a relatividade einsteiniana.
Observação 4. Mas também há que corrigir e atualizar a doutrina aristotélico-tomista quanto a algumas das partes subjetivas da Física Geral, muito especialmente a Cosmologia.
5. A Matemática ou ciência do ens quantum.
a) A Aritmética ou ciência matemática das quantidades discretas.
b) A Geometria ou ciência matemática das quantidades contínuas.
Observação. No curso, não se tratará a Matemática detidamente, sobretudo porque esta atingiu tal grau de complexidade, que só um especialista seria capaz de ensiná-la. Mas dar-se-ão suas notas gerais.
6. A Metafísica (ou Filosofia Primeira, ou Teologia Filosófica), ou ciência do ente enquanto ente.
ApêndiceHistória da Filosofia: Do Impulso Grego ao Abismo Moderno
Observação. Algo do que se dirá aqui já terá sido tratado, profundamente, ao longo do curso.
1. A Filosofia Pagã Clássica:
a) Os pré-socráticos:
• Os naturalistas; Pitágoras e os pitagóricos; Xenófanes e a Escola Eleática; Empédocles; Anaxágoras; os atomistas; o ecletismo; a decadência sofística.
b) Sócrates: a abertura da estrada real da filosofia.
c) Os socráticos menores: decadência.
d) Platão.
e) Aristóteles: a Filosofia por antonomásia.
f) Entre o período helenístico e o fim da era pagã – longa decadência:
• As escolas socráticas, platônicas e aristotélicas; o estoicismo; cepticismo e ecletismo.
g) O neoestoicismo romano.
h) Andrônico, o renascimento do aristotelismo e o neoaristotelismo de Alexandre de Afrodísias.
i) Epicurismo, pirronismo, cepticismo e cinismo tardios.
j) Fílon de Alexandria.
k) Médio-platonismo e neopitagorismo.
l) O neoplatonismo:
• Plotino e seus discípulos, em especial Porfírio.
2. O Filosofar Cristão.
§ Não se tratará aqui a Teologia Sagrada. Mas ter-se-ão sempre em conta as luzes que ela projeta sobre a mesma Filosofia.
a) Os Padres e Santo Agostinho.
b) A Escolástica até Santo Tomás de Aquino.
§ Avicena e Averróis.
c) A decadência:
• Duns Scot; Ockham e o nominalismo.
d) A reação tomista ao scotismo e ao nominalismo: seus méritos, seus defeitos:
• Os primeiros; o Cardeal Caetano; Salamanca; João de Santo Tomás; et alii.
e) Fora do tomismo:
• Nicolau de Cusa.
• O ecletismo de Suárez.
3. A Filosofia Moderna ou o Antiaristotelismo:
a) O surgimento no Renascimento da chamada “ciência moderna” (e suas sementes humanistas).
• Giordano Bruno, Bacon, Gassendi, Galileu; Maquiavel; et alii.
b) De Descartes a Leibniz:
• Descartes; Pascal; Malebranche; Spinoza; Leibniz.
c) De Hobbes a Hume:
• Hobbes; Locke; Newton; Berkeley; Hume.
d) De Wolf a Kant:
• A Ilustração francesa; a Ilustração alemã; Vico; Kant.
e) De Fichte a Nietzsche:
• Fichte; Schelling; Hegel; Schopenhauer; Kierkegaard; o primeiro materialismo; o neokantismo; Nietzsche.
§ O marxismo e o darwinismo.
f) De Bentham a Merleau-Ponty:
• Bentham; Spencer; Mill; Spencer; o idealismo anglo-saxão; o pragmatismo; Moore; Russell.
§ Whitehead.
• Maine de Biran; Comte e o positivismo; Ravaisson; Husserl e a fenomenologia; Bergson; Heidegger; Sartre; Merleau-Ponty.
§ O modernismo “católico”.
§ O neotomismo.
§ A Psicanálise, a Sociologia e a Linguística.
§ Louis Lavelle e Xavier Zubiri.
g) O fundo do abismo contemporâneo.
Parte 2
§ A Sagrada Teologia, ou ciência de Deus enquanto Deus (ou sob a razão de Deus) – a única das ciências que é simultaneamente especulativa e prática e cujos princípios não se alcançam pelas luzes da razão
Observação. O curso fundar-se-á em toda a Suma Teológica de Santo Tomás de Aquino, incluído seu Suplemento, e em outras obras do Doutor Angélico.
Observação geral 1. Dar-se-á sempre, ao longo de ambos os cursos, a devida bibliografia.
Observação geral 2. Os alunos poderão sempre escrever ao professor suas dúvidas relativas aos cursos; e as respostas do professor ficarão disponíveis, por escrito ou em vídeo, para todos os alunos. Não raro, todavia, a resposta não será individual, mas a um conjunto de perguntas de dois ou mais alunos.

En defensa de la Misa Tradicional (II) – Lutero contra la Misa católica


Llegamos hasta el año 1521 donde encontramos a uno de los herejes que más atacaron a la Misa y al Papado: el monje alemán Martín Lutero. El Padre Congar (uno de los ideólogos del Concilio Vaticano II) ha dicho de él: “Lutero es uno de los más grandes genios religiosos de toda la historia, yo lo coloco en el mismo plano que San Agustín y Santo Tomás de Aquino o Pascal: En cierta manera es, incluso, más grande”. Esta triste confesión nos demuestra que, si Lutero es tan querido por los hombres del Concilio Vaticano II y la nueva misa, hay algo que anda mal en la Teología de este siglo.
Lutero, evidentemente, no fue ni un santo, ni un genio religioso. Era el hereje que odiaba al Papa y a la Iglesia, y que decía: “la misa católica es la mayor y más horrible de las abominaciones papistas, la cola del dragón del apocalipsis” Todo el odio de Lutero contra la misa católica tradicional se puede resumir en un solo concepto: la Misa se oponía a su concepción de la religión. En la Misa tradicional, el centro es Dios. Por lo tanto, antes que nada, él culto es un homenaje rendido a Dios, y el Sacrificio es el acto por excelencia de este homenaje. Para Lutero, por el contrario, el centro de la religión ya no era Dios, sino el hombre; la finalidad de la religión para él era esclarecer al hombre y -más aún- consolarlo. Y sí esto fuera así, ¿para qué serviría una inmolación hecha a Dios para reconocer su soberano dominio sobre las creaturas? Por esta razón es que Lutero deseaba la abolición del ofertorio. Después del Concilio Vaticano II, en la nueva misa, el ofertorio ha sido suprimido: se ha sustituido el ofertorio tradicional -que tan admirablemente expresaba la noción de sacrificio y de propiciación- y en su lugar se han puesto unas plegarias israelitas extraídas de la Kábala de los judíos, que se limitan a un mero intercambio dé dones entre Dios y el hombre, borrando el sentido de la oblación. Estas plegarias se usan, hoy en día, en las comunidades judías para bendecir los alimentos.
Lutero explicaba esto: “La misa es ofrecida por Dios al hombre y no por el hombre a Dios; ella es la liturgia de la palabra, una comunión y una participación (…) este abominable canon que hace de la misa un Sacrificio. La acción de un sacrificador. Lo miramos como sacramento o como testamento. Llamémosle bendición, Eucaristía, mesa del Señor, Cena del Señor, o Memorial del Señor”.
Quien reflexione sobre lo que decía el hereje Lutero, se dará cuenta que no tiene nada que ver con la teología católica, con lo que la Iglesia siempre creyó y defendió. Llegó al extremo de decir exactamente lo contrario de lo que es la Misa: que en vez de ofrecerla los hombres a Dios, como el acto de culto y religión por excelencia, pretendía que es Dios quien se la ofrece a los hombres. ¡Invertía todo! Lo más trágico es que los sacerdotes de la Iglesia Católica, haciendo caso al Concilio, hoy nos hablan de mesa del Señor, Cena del Señor, etc…, y ¡no rezan el ofertorio como lo quería Lutero!
De hecho, lo que hizo Lutero fue adaptar la Santa Misa católica tradicional a su pensamiento, y para eso trastocó los textos esenciales del Canon y los mantuvo como simples recitaciones de la institución de la Cena. En un momento dado, agregó en la Consagración del pan las palabras “quod pro vobis tradetur” (“que será entregado por vosotros”), y en la consagración del vino suprimió las palabras “Misterium fidei” (“misterio de fe”) y quitó las palabras de Nuestro Señor “pro multis” (“por muchos”). ¡Esto es muy grave! ¡Cambió nada menos que las palabras de Jesucristo! Lutero -además- sustituyó el latín por la lengua de cada país; hizo cambiar el altar, poniendo en su lugar una mesa, mirando al pueblo; permitió distribuir la comunión en la mano; autorizó a que la comunión fuese distribuida por laicos; reemplazó la confesión privada y personal por absoluciones colectivas y dispuso que el nombre de Misa fuese sustituido por el de Eucaristía y Cena.
Preguntémonos una vez más: ¿la nueva misa que nació en 1969 no es demasiado parecida a la que había fabricado él hereje Lutero?

En defensa de la Misa Tradicional (primera parte)


San Miguel Arcángel
Muchos que lean esta publicación se preguntaran “¿y qué es la Misa tradicional?”
Hay que reconocer que las nuevas generaciones de católicos nacidos durante o después de la década del 60 (década en la cual se reunió el Concilio Vaticano II) no han asistido nunca a una Santa Misa en su rito tradicional. Es más, incluso desconocen que la misa que se reza habitualmente en la mayoría de las iglesias no es la misma a la que asistieron cuando aún eran niños- sus padres, sus antepasados… y toda la Cristiandad, durante casi 20 siglos.
Este desconocimiento de por sí es perjudicial. Pero es mucho más doloroso todavía que aquellas personas que, por su edad, llegaron a conocer el rito tradicional de la Misa, hoy crean que lo único que ha cambiado en la Santa Iglesia Católica Apostólica y Romana es el idioma en que la Misa se rezaba, pasando del latín al español.
No es así. La Misa de siempre, aquella que la Iglesia Católica Apostólica Romana rezó hasta 1969 no tiene nada que ver con la misa nueva, inventada en la década del 60, que hoy se dice, ya no sobre altares, sino sobre mesas.
Esto de pensar que la Misa tradicional, a la que se da también el nombre de Misa de siempre, es lo mismo que la misa nueva, es un error tan difundido que hasta hay un gran número de sacerdotes de buena fe, que cumplen con sus obligaciones y son piadosos, que realmente lo creen. Veamos un poco la historia de la Misa tradicional para darnos cuenta de las grandes diferencias que hay entre la Misa de siempre y la nueva.
ORIGEN Y DESARROLLO DE LA MISA TRADICIONAL.
Durante los siglos I y II, las palabras con las que Nuestro Señor Jesucristo consagró el pan y el vino en la Ultima Cena antes de su Pasión y su Muerte en la Cruz, fueron rodeadas por una liturgia todavía inicia y que fue —poco a poco—extendiéndose por el Oriente y por el Occidente. Esto lo sabemos por numerosas observaciones y escritos de la época, de San Clemente, San Ignacio, San Justino y Santa Irene. Ya en el siglo IV el rito romano de la Misa estaba plenamente cristalizado: era durante el Pontificado del Papa San Dámaso (años 366-384).
Si bien todas las partes de la Misa se encontraban ya en siglo II, en el siglo IV apareció una herejía consistente en querer “simplificar” la Misa, volviendo exageradamente a formas primitivas. Este tipo de herejía, llamada “arcaísmo o arqueologismo”, Se repitió varias veces más en la historia de la Iglesia, y fue condenada, por última vez, en nuestro siglo, por S.S. el Papa Pío XII en su encíclica Mediator Dei.
También en el siglo IV, una secta de herejes llamados “arríanos” negaron la Divinidad de Nuestro Señor Jesucristo comulgando con la mano. Como otros grupos de herejes, los arríanos ponían de manifiesto un evidente deseo de cambiar la fe modificando la liturgia. Esto es muy grave, ya que si se modifica la oración, también se modifica la creencia.
Siguiendo con la historia, vemos que hasta el Papado de San Gregorio Magno (590-604) no existió un Misal oficial que contuviera los textos propios de cada Misa del año. San Gregorio se ocupó de que fuera redactado un Liber Sacramentorum, esto es, un libro con la liturgia pontifical: puede decirse que en este Misal ya casi se contenía la misma Misa tradicional, tal y como ha llegado hasta nuestros días, pues sólo unas pocas modificaciones más fueron hechas por el Papa San Pío V, quien se encargó de codificar en forma definitiva el Misal Romano, tras el Concilio reunido en la ciudad italiana de Trento.
Por lo tanto, puede asegurarse que la Misa tradicional, o Misa de siempre, que también se llama Misa de San Pío V (por haber sido codificada por este Papa) o Misa tridentina (ya que fue codificada luego del Concilio de Trento) no es otra que la Misa de rito romano tal cual la encontramos en sus partes más importantes durante el siglo IV, y que fue impresa por primera vez en un Misal por San Gregorio Magno. También hay que decir qué las oraciones del ofertorio —que podrían datar de los siglos VII y VIII—, no fueron adoptadas por Roma sino hasta el siglo XI. Sin embargo, el Canon de la Misa que es donde podemos encontrar las palabras de la consagración, aparte de algunos retoques hechos por San Gregorio Magno, alcanzó con el Papa San Gelasio I (492-496) la forma que ha conservado hasta hoy. La única cosa sobre la cual los Papas han insistido siempre desde el siglo V ha sido la importancia de adoptar el Canon de la Misa de rito romano, ya que se remonta nada menos que al mismo Apóstol San Redro, el primer Papa de la historia de la Iglesia Católica, elegido por Nuestro Señor Jesucristo en persona.
En lo que concierne a las otras partes de la Misa, como por ejemplo los propios, se respetó el uso de las iglesias locales.
Desde este momento, la Misa tradicional atravesó la Edad Media sin sufrir cambios importantes, excepto el agregado de algunas oraciones al ofertorio y pequeñísimas variaciones de detalles, sin duda en relación con los usos locales antiguos de las diferentes iglesias. Así las cosas, con la llegada de una nueva época histórica, llamada el Renacimiento, surgió un movimiento denominado naturalismo, que atacó las bases sobrenaturales de nuestra religión católica, y se cometieron algunos errores. Fue durante ese tiempo que un Papa, Clemente VII (que reinó entre los años 1523 y 1534), por querer hacer entrar a la Iglesia en un proceso de adaptación al mundo, aceptó nuevas oraciones donde se invocaban “dioses” mitológicos tales como Baco y Venus. La historia nos demuestra así que hasta un Papa puede equivocarse en el tema de la Santa Misa. Y no por eso deja de ser el Papa.
Decíamos recién que el Papa Clemente VII quería adaptar la Iglesia al mundo. Pues bien: la idea de los obispos del Concilio Vaticano II ha sido la misma que animaba a aquel Papa equivocado, que terminó por aceptar oraciones a falsos dioses. (…)

“La santidad de la Iglesia”, por el E. P. Álvaro Calderón


R. P. Álvaro Calderón
Ante el aumento de la delincuencia entre los jóvenes, los jueces tienden a condenar a los padres, ¿es razonable? Muchas veces sí, pero lo razonable es juzgar siempre en cada caso quiénes y en qué medida son culpables.
Está la responsabilidad de los padres, pero también la del joven, la de la escuela, la de la calle; si padres y escuela hicieron lo posible y el joven se corrompe por lo que encuentra en la calle, la culpa podría tenerla el presidente.
Pero tampoco se puede acusar rápido, pues también hay que juzgar —de arriba para abajo— quién cumplió mal su función, si el presidente o el gobernador, el intendente, la policía o simplemente el vecino deshonesto. Y si la culpa la tiene el presidente, ¿es culpable la patria? Puede que sí, puede que no; no lo sería si el gobernante obró en contra de las leyes y costumbres y del consentimiento general.
Supongamos el caso en que la culpa la tuvo el joven, pero hubo negligencia del gobernador. ¿Quién puede, entonces, pedir perdón? Evidentemente, se perdona a los culpables y no a los que no lo son; y pueden aquellos pedir perdón bajo dos condiciones: mostrar sincero arrepentimiento y ofrecer la debida reparación, pues son metafísicamente incapaces de perdón las malas voluntades.
Pero también pueden pedir perdón —aunque en modo y razón muy diferente— los ofendidos: los padres o el presidente; y lo hacen con más argumento, porque mucho merece ser oído por la patria y por Dios el pedido de perdón de aquellos que han sabido perdonar a sus deudores.
Pero aquí es otra la condición: que sean completamente inocentes, pues bien pueden pedir perdón los meritorios padres que hicieron todo lo que pudieron para dar buenos hijos a la patria, pero no cabe que pida perdón por otros el gobernador negligente cuando tiene su parte que expiar.
Si tanto nos valió la voz que desde la Cruz exclamó: “Padre, perdónalos porque no saben lo que hacen”, fue porque era voz de “un Pontífice como convenía, santo, inocente, inmaculado, apartado de los pecadores” (Hebreos 7, 26).
¿Puede la Iglesia pedir perdón por los pecados de sus hijos? Así lo hace cada día desde dos mil años, pero no como ofensora sino como ofendida, no como dolosa sino como dolida, no como culpable sino como inocente y santa Madre. La Iglesia es santa y nunca se puede, en rigor de justicia, atribuirle culpa en los pecados de sus hijos. “La Iglesia verdadera es SANTA —dice el Catecismo de San Pío X— porque santa es su cabeza invisible, que es Jesucristo, santos muchos de sus miembros, santas su Fe, su Ley, sus Sacramentos y, fuera de ella, no hay ni puede haber verdadera santidad”.
Nunca pudo nadie acusar a Cristo del menor pecado; dos mil años de historia han mostrado la santidad de la doctrina y de las leyes en que fundó su Iglesia; multitudes de santos manifiestan que los impulsos de gracia que comunican los Sacramentos llevan a la más perfecta vida. Si un rey cristiano o un Papa cometió pecados, salta a la vista de un juez honrado que lo hizo en contra de los mandatos, ejemplos e influencias de la santa Institución a la que pertenecen. Y nunca podrá acusarse a su Cabeza de negligencia en el gobierno, pues para cada enfermedad de herejías o pecados que haya podido invadir la Iglesia, Nuestro Señor ha sabido despertar los anticuerpos necesarios.
Pretender que la Iglesia pida perdón al mundo como haciéndose cargo de la culpa de sus hijos, es cometer la más aberrante de las injusticias; es desconocer la santidad de la Iglesia y blasfemar contra la santidad de Dios, que en persona del Verbo es su cabeza y en el Espíritu Santo su corazón.
De allí que el acto por el que el Papa anterior, en pretendido nombre de la Iglesia, pidió público perdón como de propias culpas, queda como el mayor ultraje jamás recibido por nuestra Santa Madre, que clama al Cielo reparación. ¿Lo impulsó el rencor de los hijos liberales, castigados mil veces por su buena Madre? O quizás la intención de evitar que la Iglesia sea crucificada, prefiriendo entonces —como Pilatos— ofrecerla al mundo humillada por una autoflagelación: Ecce Mulier.
Pero también está la grosera materialidad del pensamiento moderno que, intoxicada de nominalismo, vomita las distinciones y formalidades de los escolásticos; y atribuye o niega, según convenga, lo de la parte al todo y lo del todo a la parte.
Si la parte peca, el todo debe hacerse cargo; y así tenemos la Iglesia o la sociedad culpable de todo lo que hicieron sus miembros criminales; pero no hay que asustarse tanto de cargar con estas responsabilidades, porque ahora se puede pedir perdón sin arrepentimiento ni reparación.
No deja de ser lógico, porque si de todo son culpables todos, al fin la culpa no la tiene nadie o… si bien se piensa… la culpa la tiene Dios.

As orelhas de “Do Papa Herético e outros opúsculos”, de Carlos Nougué


À guisa de apresentação
Carlos Nougué
Pretender-se tomista, como nos pretendemos, na segunda metade do século XX ou no XXI implica tropeçar numa série de escolhos. Antes de tudo, os próprios desvios ou inflexões que o tomismo veio sofrendo ao longo de sete séculos. Entenda-se bem: não passa por nossa mente o não reconhecer os tomistas de todos os tempos como verdadeiros baluartes da doutrina que a Igreja fez sua, contra os ataques permanentes do scotismo, do nominalismo, da “filosofia” moderna e sua “reinvenção do mundo”, da “ciência” moderna e seu desprezo da filosofia (como se ciência e filosofia não fossem o mesmo) e das causas aristotélicas (sem cujo conhecimento não há ciência proprie dicta), e, por fim, da impiedade do ateísmo. Mas tampouco se pode negar que, sitiados constantemente, os tomistas foram progressivamente cedendo terreno aos adversários, assumindo, primeiro, algo de sua mesma terminologia e admitindo, depois, algumas de suas mesmas conclusões. Em alguns pontos, como o das relações entre o poder temporal e o espiritual, tal admissão foi muito grande, e teve consequências dramáticas no que restava de Cristandade. Em outros, porém, beirou-se a desfiguração metafísica, como com a supressão ou esquecimento da distinção entre ser e existência. É verdade que, após a determinação de Leão XIII e de São Pio X de que se voltasse ao tomismo, teve início um processo, ainda que muito desigual, de efetiva recuperação da doutrina, do qual é exemplo maior o De analogia de Santiago Ramírez O.P. Mas tal processo foi abruptamente interrompido pelo Vaticano II: a partir deste, as referências do magistério a Tomás de Aquino já não se fizeram por sua doutrina, mas por suas qualidades de estudioso e de santo, e abriram-se as portas da Igreja, de par em par, para Descartes, para Kant, para Hegel. Parecia o fim do tomismo como teologia sagrada, e do aristotelismo-tomismo na filosofia. Mas tais escolhos, aparentemente intransponíveis a quem, repita-se, se queira hoje tomista, malformado que é segundo aquela sucessão de inflexões, de concessões, de traições, apresentam todavia outra face. Com efeito, se se recebeu graça suficiente para ver a crise em que estamos submersos e para resistir a ela, o que se queira tomista estará à margem; e nesta margem, ou seja, já sem compromissos em razão dos quais ceder terreno aos sitiantes, pode não só empreender o retorno à doutrina íntegra de S. Tomás, mas, fundado firmemente nela, sistematizá-la filosoficamente, refazê-la nos pontos filosóficos caducos (como na Cosmologia), arrostar e solucionar os mais agudos problemas teológicos da atualidade. É a obra do sacerdote argentino Álvaro Calderón. De nossa parte, não fazemos senão tentar seguir-lhe o exemplo e superar nosso mesmo passado de inflexões do tomismo. Estes opúsculos são pois um novo passo neste caminho, e uma como preparação para o que julgamos ser nosso ponto de amadurecimento: as obras Do Verbo Cordial ao Verbo Vocal – o Tratado dos Universais e Das Artes do Belo, as quais, se Deus quiser, se publicarão algo proximamente. 
Do mesmo autor:
Suma Gramatical da Língua Portuguesa (São Paulo, É Realizações, 2015, 2.ª ed. revista 2017, 608 pp.);
Estudos Tomistas – Opúsculos (Formosa, Edições Santo Tomás, 2016, 192 pp.);
Da Necessidade da Física Geral Aristotélico-Tomista (São Paulo, É Realizações, por publicar-se como estudo introdutório da tradução do Comentário de Santo Tomás à Física de Aristóteles);
Do Verbo Cordial ao Verbo Vocal – o Tratado dos Universais (São Paulo, É Realizações, por publicar-se);
Das Artes do Belo (São Luís/Formosa, Resistência Cultural/Edições Santo Tomás, por publicar-se).